O candelabro

O candelabro aceso sobre a mesa iluminando o quarto ao apagar das luzes, a  vela queima e trepida como se fosse uma fogueira em brasas ardentes.
O candelabro aceso sobre a mesa iluminando os olhos e corpos incandescentes de dois amantes que sequer olham pra si e por isso nao enxergam o amor.


Já se vai mais uma vela e se apaga mais uma chama, porém as luzes ainda continuam apagadas o escuro ja nao mais mete medo, e tudo se torna tão grandioso.
E la se foi mais uma vela...


E derrepente mais uma chama surge naquela escuridão e como segundo ato de uma peça de Shakespeare as sombras começam a encenar o que os corpos recusam fisicamente, suas almas já se abraçam e se beijam loucamente e perdem seu folego etérico.


As chamas bailam num balé hipinótico e flamejante como se estive-sem vivas e num transe convidativo lhe induzem a dançar mesmo que o som da valsa seja apenas gotas de chuva no assoalho, retirando-se do aconchego do carpete quente e confortável daquele quarto escuro e frio, o baile se inicia.


E mais uma vela se foi...


Mais sempre haverá uma vela no candelabro pra nos levar ao balet infinito dos corpos nus nas sobras impressas na parede e mesmo que a valsa nao seja as gotas de chuva sempre haverá um som pois o mundo pulsa e querendo ou nao pulsamos também.

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